{"id":1218,"date":"2019-11-05T21:24:46","date_gmt":"2019-11-05T21:24:46","guid":{"rendered":"http:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/?p=1218"},"modified":"2019-11-06T00:18:22","modified_gmt":"2019-11-06T00:18:22","slug":"exclusao-do-icms-e-iss-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/2019\/11\/05\/exclusao-do-icms-e-iss-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\/","title":{"rendered":"Exclus\u00e3o do ICMS e ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1184\" style=\"width: 110px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/soaresadvocacia_equipe_georges-e1572998558374.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1184\" class=\"wp-image-1184\" style=\"-moz-box-shadow: 0px 0px 10px 5px #000; -webkit-box-shadow: 0px 0px #000; box-shadow: 0px 0px #000; border-radius: 100%; position: relative;\" src=\"http:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/soaresadvocacia_equipe_georges-e1572998558374-150x150.jpg\" width=\"100\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/soaresadvocacia_equipe_georges-e1572998558374-150x150.jpg 150w, https:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/soaresadvocacia_equipe_georges-e1572998558374-1x1.jpg 1w, https:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/soaresadvocacia_equipe_georges-e1572998558374.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 100px) 100vw, 100px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1184\" class=\"wp-caption-text\">Por Georges Hanna Massouh<\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em breve o STF deve limitar os efeitos temporais da n\u00e3o incid\u00eancia de ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 15\/03\/2017, o plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, por meio do RE 574.706\/PR, firmou o entendimento de que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da COFINS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com tal decis\u00e3o, aos contribuintes em geral surgiu o direito de se compensar ou restituir do PIS\/COFINS indevidamente pago nos \u00faltimos 05 (cinco) anos, bem como de n\u00e3o incluir o ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS a partir de ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, ap\u00f3s o julgamento do RE, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apresentou recurso atrav\u00e9s do qual busca esclarecer os efeitos temporais da decis\u00e3o, ou seja, se a decis\u00e3o come\u00e7aria a valer para cobran\u00e7as realizadas posteriormente ao julgamento ou se, porventura, tamb\u00e9m, \u00e0s cobran\u00e7as anteriores ao julgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, agora, o STF ir\u00e1 decidir quem s\u00e3o os contribuintes que ter\u00e3o direito ao creditamento de tal imposto nos \u00faltimos 05 (cinco) anos. Seriam beneficiados somente aqueles que buscaram o Poder Judici\u00e1rio para questionar a inclus\u00e3o do ICMS no PIS e na COFINS at\u00e9 2017, ou, se tal decis\u00e3o poder\u00e1 ser estendida, tamb\u00e9m, aos contribuintes que n\u00e3o deram entrada em tais a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o valor a ser considerado?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tema que tem instigado grande discuss\u00e3o entre as contabilidades e advogados, \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o sobre qual seria o valor do ICMS a ser retirado da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2019, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional recorreu ao STJ afim de esclarecer qual valor deve ser efetivamente considerado para o desconto e, desta forma, solucionar a quest\u00e3o sobre a base de c\u00e1lculo.<br \/>\nAt\u00e9 o momento, h\u00e1 duas teses preponderantes acerca de qual valor deve ser descontado da base de c\u00e1lculo. A primeira tese defende que o contribuinte tem o direito a descontar todo o valor destacado na nota fiscal, o que representaria vantagem aos contribuintes. J\u00e1 a segunda tese, por outro lado, defende que somente o valor efetivamente pago e n\u00e3o cumulado seria pass\u00edvel de ser descontado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto o eminent\u00edssimo relator no STJ, ministro Mauro Campbell, ressaltou que n\u00e3o deve-se usar o STJ como um \u201cdique a evitar a marcha processual de centenas de milhares de processos\u201d, com o intuito de modificar as decis\u00f5es de compet\u00eancia o Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O assunto \u00e9 constitucional e, por isso, n\u00e3o caberia julgamento pelo STJ. O que a Fazenda Nacional busca \u00e9 transferir para o STJ um tema que j\u00e1 foi decidido e no qual ela j\u00e1 foi vencida no STF. Se quer se tornar vencedora, tem que buscar o foro pr\u00f3prio&#8221;, disse.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, os contribuintes que pretendem efetuar o creditamento considerando o valor destacado em nota fiscal, devem procurar o Poder Judici\u00e1rio, que j\u00e1 tem concedido decis\u00f5es favor\u00e1veis, de forma a garantir tal direito, de maneira a n\u00e3o serem apenados por multas em raz\u00e3o de creditamento indevido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A par de tal cen\u00e1rio, a <a href=\"http:\/\/soaresadvocacia.adv.br\/site\/contato\/\"><strong>Soares Advocacia<\/strong> <\/a>vem acompanhando o tema e coloca-se a disposi\u00e7\u00e3o dos associados para quaisquer d\u00favidas sobre o assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em breve o STF deve limitar os efeitos temporais da n\u00e3o incid\u00eancia de ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS. 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